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Cérebro REAC

Janeiro Branco

16 de janeiro de 2017
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O Projeto Janeiro Branco faz do mês de Janeiro um marco temporal estratégico para que todas as pessoas reflitam, debatam e planejem ações em prol da Saúde Mental e da Felicidade em suas vidas. Aqui na Clínica Conceito Saúde, tratamos o indivíduo como um todo, em todos os seus aspectos, por isto este assunto é tão importante e merece ser divulgado e abordado!

A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem uma definição simples porém verdadeira do termo Saúde: um completo estado de bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doenças ou demais enfermidades.

Em sua publicação Promoting Mental Health: Concepts, Emerging Evidence and Practice (“Promovendo Saúde Mental: Conceitos, Evidência Emergente e Prática” tradução literal) feita em colaboração com a Victorian Health Promotion Foundation e a University of Melbourne, a OMS nos traz tópicos importantes sobre a promoção de saúde mental e sua importância, tanto nas esferas individual, social e econômica.

Este relatório segue introduzindo a ideia de que a saúde mental é parte indissociável da saúde como um todo, é mais do que apenas a ausência de transtornos mentais. Desta forma, está intimamente ligada à saúde física e ao comportamento.

De acordo com um trecho extraído do relatório, saúde mental é: (…) um estado de bem-estar em que o indivíduo percebe suas próprias habilidades, consegue enfrentar as situações estressantes que são comuns nas rotinas diárias e é capaz de ter uma vida ocupacional produtiva.

Os transtornos mentais são comuns em todo o mundo. A depressão, que muitos consideram uma “besteira” ou “frescura” é o grande mal de nossa época e em 2020, estima-se que ela se torne a segunda maior causa de afastamentos de emprego, perdendo apenas para as doenças cardíacas.

Promover saúde mental, antes de mais nada, é quebrar um preconceito.

Até recentemente, a ideia dominante era a de que o termo Saúde Mental se referia apenas ao oposto de Doença (ou doente) Mental. Desta forma, quem buscava os serviços de saúde mental, automaticamente recebia o rótulo e o estigma de doente ou “louco”.

Num tópico intitulado No health without mental health (“não há saúde sem saúde mental”), o relatório da OMS informa que existem estudos apontando que pacientes que possuem atitudes negativas em relação à vida, ideias depressivas e afins, têm mais dificuldades em atingir a recuperação de quadros patológicos do que aqueles que assumem uma postura mais positiva frente às situações que estão enfrentando.

Outros dados relevantes:

  • Desnutrição aumenta o risco de déficit cognitivo e motor em crianças.
  • Doenças como as cardíacas, câncer e HIV/AIDS aumentam o risco de depressão.
  • O estresse pode causar infarto e morte súbita.

Isso já é amplamente divulgado pelos profissionais da área e através dos meios de comunicação. O problema é que as estatísticas anuais não são nada animadoras. As pessoas ainda não são capazes, seja por péssimos hábitos adquiridos ou pela rotina exaustiva do trabalho, de entender a importância da saúde mental e como ela interfere diretamente em suas realidades.

Para finalizar, Saúde mental e a assim chamada saúde “física” não existem de forma independente. Jogam no mesmo time. Entender que a saúde é um estado de equilíbrio entre fatores diversos é fundamental para que medidas que possam contribuir para a sua melhoria sejam implementadas.

Trabalhamos com várias abordagens terapêuticas que visam a melhora e/ou o reestabelecimento da saúde mental. Nos próximos posts falaremos mais sobre elas, confira!

Fonte: JaneiroBranco | Fábio Fischer | Psicólogo em Santos (SP)