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Dieta de Okinawa

21 de outubro de 2016
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Outro ponto alto do  evento da DF Medica, foi a palestra sobre a Dieta de Okinawa, do Dr. Donald Craig Willcox (PhD), professor de Saúde Pública Internacional e Gerontologia na Universidade Internacional de Okinawa, em Okinawa, Japão.

Essa cidade é muito famosa pela dieta que carrega o mesmo nome, conhecida também como a dieta da longevidade, pois na cidade chega-se à idade avançada muito mais comumente do que em qualquer outro lugar do mundo! Inúmeros artigos e pesquisas foram realizados e publicados, comprovando a eficácia dessa dieta para os moradores da região.

A Dieta de Okinawa consiste em alimentos de baixas calorias, o que é compensado pelo fato de serem nutricionalmente densos. Geralmente, frutas e vegetais ocupam o centro da mesa, tomando o lugar da pouco presente proteína de origem animal (carne e laticínios), açúcar, gorduras e farinhas refinadas. Enquanto a dieta de Okinawa é, de fato, baseada em plantas, ela certamente não é “low fat”.

Na prática, todas as fritadas do melão local e vegetais frescos são fritas em banha e temperadas com óleo de gergelim. Carne de porco e banha, tais como abacate e azeite de oliva, são uma fonte sabidamente boa de ácidos graxos monoinsaturados e, se os porcos vagam livres em dias ensolarados (como na cidade), é também uma boa fonte de vitamina D.

Integram o cardápio, principalmente, batata roxa, arroz (em menor quantidade que no resto do país), folhas verde escuras, vegetais diversos e derivados da soja, como tofu e molho shoyu.

Os okinawanos em média consomem 100g ou uma porção modesta de carne por pessoa por dia. Comidas de origem animal são importantes em Okinawa e, como todas as comidas, tem um papel importante na saúde geral, bem-estar e longevidade da população.

Peixes também tem um papel importante na culinária das ilhas. Os frutos do mar consumidos são vários e numerosos – com uma média de consumo diária de 200g.

O segredo local da vida longa passa também pela sabedoria.

Antes das refeições, é hábito entre os mais idosos repetirem a frase hara hachi bu.
Trata-se de um provérbio de Confúcio, que recomenda “comer até você se sentir 80% satisfeito”.

O livro do Dr. Willcox é uma excelente leitura para quem quer compreender mais sobre o assunto, lembrando que para seguir a dieta é indispensável o acompanhamento de um profissional especializado!

Muito conhecimento para sempre buscarmos o melhor para o projeto de longevidade saudável de nossos pacientes!

Referência e Fontes:
Paleodiário | www.paleodiario.com
Shibata H., Nagai H., Haga H., Yasumura S., Suzuki T., Suyama Y. Nutrição para Idosos Japoneses. Nutr & Health. 1992; 8(2-3): 165-75.
Deborah Franklyn, “Take a Lesson from the People of Okinawa,” Health, September 1996, pp 57-63
Nourished Kitchen | http://nourishedkitchen.com/hara-hachi-bu/
http://luciliadiniz.com/dieta-da-longevidade/
Câncer Nutrição Tratamento

Seis Pilares da Saúde Vibrante | Dieta

7 de junho de 2016
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Um estudo cuidadoso realizado pelo Dr. Linchitz sobre a importância de entendermos os mecanismos que criam doenças e nos mantém saudáveis, o levou a desenvolver uma abordagem sobre cuidados da saúde, na qual chamou de “Os Seis #‎Pilares da Saúde Vibrante”! 💜

Então, vamos conhecer os pilares mais detalhadamente?

🍴  O primeiro pilar é sobre a importância da #‎dieta🍴

Por aproximadamente 2 milhões de anos, os humanos tiveram um ambiente relativamente estável de alimentação. Por meio da sobrevivência do mais forte, nós evoluímos e nos tornamos fisicamente adequados para tal ambiente. Para a grande maioria da humanidade, esta dieta era “caçar-coletar”. A caça e a pesca não eram criadas em fazendas, em confinamento, alimentadas de grãos, pesticidas, antibióticos e hormônios. Nós coletávamos vegetais da terra, frutas das árvores, sementes e castanhas, alimentos verdadeiramente funcionais e livres de antinutrientes. Claro que nosso alimento era “integral”, não processado. Não comíamos grãos até 10 mil anos atrás quando começamos com a agricultura. Nós também, provavelmente, não erámos expostos a laticínios até esse período. Somos, atualmente, a única espécie animal que bebe leite de outras espécies.

10 mil anos parece muito, mas em termos de evolução, é pouco. Nossos corpos não tiveram tempo de se ajustar a esta mudança no fornecimento de alimentos. É por isso que muitos de nós temos alergias “escondidas” à grãos e laticínios. Essas alergias podem não ser evidentes, mas podem interferir com nossa saúde ao impedir a absorção de nutrientes, causando fadiga, baixa imunidade, inflamações e originando doenças.

A mudança no padrão da dieta tem causado grandes alterações em nossa saúde. Estamos aumentando nossa carga glicêmica e a proporção entre Ômega 6 e 3. O Ômega 6 é primeiramente encontrado em grãos e o Ômega 3 em folhas verdes, peixe, linhaça e carnes orgânicas. Esse aumento de proporção tem levado ao aumento de inflamações e todas as doenças que este tipo de inflamação traz: doenças do coração como o infarto, câncer, artrite, Alzheimer, dentre outras.

A solução é bem simples e lógica. Se você segue uma dieta caçar-coletar, você será saudável. O desejo por alimentos irá desaparecer porque as necessidades do nosso corpo de gordura, proteína e outros nutrientes serão saciadas. A Diabetes tipo 2 seria essencialmente eliminada, assim como a “síndrome metabólica”, uma das razões mais comuns para o colesterol alto, pressão alta e eventualmente açúcar elevado no sangue.

Este tipo de abordagem, entre outras, faz parte da nossa metodologia de trabalho que nos permite atender nossos pacientes com um programa de nutrição completo, auxiliá-lo a evoluir sua relação com o alimento e desenvolver uma dieta de acordo com suas necessidades individuais e únicas. Na Clínica Conceito Saúde, esse trabalho é apoiado por exames genéticos que possibilitam a individualização da dieta com base em seu DNA. Entre em contato conosco para mais informações! 😃

Fonte: Linchitz Medical Wellness

Cérebro REAC Tratamento

Técnica REAC na Doença de Parkinson

17 de outubro de 2015
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Uma das capacidades da técnica REAC é de induzir diferenciação celular neurogênica tanto em células de murinho quanto em células embrionárias. Além disto, a REAC é eficaz no combate do envelhecimento celular, processo que está relacionado com doenças neurodegenerativas, como por exemplo, na Doença de Parkinson.
Um estudo publicado recentemente, em maio de 2015, abriu novas perspectivas para o tratamento da Doença de Parkinson. Nesse estudo, verificou-se o efeito da REAC, através do Protocolo de Bioestimulação e técnica de Otimização Tecidual Regenerativa, no PC12 de ratos no período de 24 a 192 horas. Mas o que seria o PC12?
PC12 é uma linhagem celular derivada de um feocromocitoma da medula suprarrenal de ratos que podem se diferenciar em células neuronais, portanto, muito estudada para entender funções neuronais e a fisiologia da Dopamina, neurotransmissor que falta nos parkinsonianos. Estas células expressam fenótipos neurogênicos associados a genes beta-3-tubulina, neurogenina-1 e fator de crescimento de nervos.
No estudo, as células tratadas com REAC exibiram níveis significativamente mais elevados das proteínas beta-3-tubulina, neurogenina-1, fator de crescimento de nervos e tirosina hidroxilase em diferentes períodos, quando comparado com o grupo controle. Portanto, a utilização de meios físicos para induzir diferenciação celular é uma nova estratégia terapêutica e um desafio para medicina regenerativa.

Se interessou? Confira os outros posts sobre REAC e venha conhecer de perto na Clínica Conceito e Saúde: na semana 13 à 16/10 estaremos com a REAC agendando novas sessões e continuando os tratamentos já iniciados!

Ref: Maioli M, Rinaldi S, Mighelis R, Pigliaru G, Rocchitta G, Santaniello S, et al. Neurological morphofunctional differentiation induced by REAC technology in PC12. A neuro protective model for Parkinson’s disease. Sci Rep. 2015; 5: 10439.